segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Marta e o Prêmio FIFA

Marta perdeu o prêmio da FIFA. É triste para mim como brasileiro, mas me recuso a comentar, já que não acompanho futebol feminino. (Ou masculino, na verdade eu mal assisto TV.) 

O problema é que eu aposto que 80% das pessoas que estão reclamando nas redes sociais mal assistem futebol feminino também, mas isso não as impede. Benditos tempos modernos e suas pessoinhas metidas a doutores de todos os assuntos.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Como ser Menos Chato

Desde que comecei a gostar um pouco mais de Twitter, abandonei um pouco o blogger, mas vejo que blog e Twitter são ferramentas bem diferentes: em um você tem que ser extremamente objetivo (coisa que eu não sou) e em outro eu posso me dar ao luxo de ser prolixo.

De todo modo, estou tentando evitar o assunto política e religião -- que são as coisas que eu mais me motivam a escrever textos longos aqui. Esses assuntos ainda me empolgam e esse é exatamente o problema. Não quero ser o chato, nem o obstinado, então melhor ficar com outros hobby mais leves e menos polêmicos.

domingo, 2 de outubro de 2016

O PT e as Eleições de 2016

Hoje é domingo de eleição, e, por puro acaso, estava ouvindo jingles eleitorais de presidentes: Jânio Quadros, Tancredo Neves, FHC, Lula. O jingle do Lula especificamente me fez parar para pensar:



Bote essa estrela no peito
Não tenha medo ou pudor


Engraçado como essas frases traduzem o Partido dos Trabalhadores e sua militância na atualidade. Bote uma estrela no peito e não tenha pudor.

O PT provavelmente não vai levar uma única prefeitura dentre as grandes capitais. Deve chegar ao segundo no Recife e talvez em São Paulo, mas sem muitas chances reais de vencer no segundo turno. 

Apesar de toda a retórica petista de que isso é fruto do trabalho da imprensa e do Poder Judiciário, não dá pra negar que o PT causou isso que agora acontece com o partido. Essa reação que eles sofrem é merecida. Talvez isso seja bom, quem sabe o partido não aprende uma lição disso tudo e se torna melhor; afinal, é necessário que haja ideias opostas.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Textões Paralímpicos

Ver a corrida de Terezinha Guilhermina lembrou algo que ouvi no rádio. As Paralimpíadas não são para coitados. São para atletas de alto nível

Ao contrário do que alguns pensam — inclusive eu já pensei — Paralimpíadas pouco tem a ver com coitadismo. Se você duvida... saiba que, nas Paralimpíadas do Rio, um recorde mundial foi quebrado por um atleta paralímpico, com um tempo que também o faria recordista mundial entre atletas olímpicos.

[Link]


Passo longe de ser especialista em esporte ou deficiências. No entanto, do alto da minha condição de leigo algo me irrita nas Paralimpíadas: os textões

Isso mesmo, os textões. Textões revoltosos atacando as Olimpíadas por serem mais populares que as Paralimpíadas, e atacando as emissoras e os espectadores por se interessarem mais pela primeira do que pela segunda. 

Duas coisas me preocupam no modelo paralímpico: a posição das Paralimpíadas em relação às Olimpíadas e a baixa popularidade da primeira quando comparado com a segunda. Embora o evento seja maravilhoso, a estrutura usada pela competição é a mesma usada pelas Olimpíadas, o que deixa os estádios e arenas vazios.

Alguns, mais apegados a justiça social, podem dizer que se trata de preconceito por parte dos espectadores. Eu defendo que os espectadores tem liberdade de comprar ingressos para o evento que bem entenderem, mesmo que seja por preconceito. Não tenho a ambição de ser fiscal das intenções dos outros, e não são textões cheios de revolta que vão corrigir os males do mundo.

As Paralimpíadas e seus atletas são incríveis, tão incríveis quanto as Olimpíadas. Afinal, tanto em um quanto em outro evento, estão presentes os melhores atletas do mundo. Merecem ser mais do que um mero apêndice de algo maior. Contudo, culpar o espectador por não se interessar por um evento ou enxovalhar as Olimpíadas por serem mais populares do que as Paralimpíadas é ridículo, e os justiceiros sociais da Internet estão prestando um desserviço ao evento.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Um Barco Chamado Brasil

Estamos em um barco chamado Brasil e está acontecendo uma algazarra infernal.

A política é o mar: o capitão é o presidente, os tripulantes são o governo e o parlamento e os passageiros somos nós. Todo mundo quer ver o navio completar a viagem são e salvo: uns por interesse próprio, outros por boas intenções, mas ninguém quer se afogar.

Havia um velho capitão barbudo chamado Luis Inácio Lula da Silva, o típico velho lobo do mar: um líder nato, chegado ao rum, conhecia a tripulação e sabia lidar com os passageiros. Conhecia o mar como poucos. Era bem generoso com os recursos do navio em uma época em que havia abundância e bons ventos, o que deixava a todos bem felizes e tornava a viagem uma alegria só. Não havia algazarras. Só que ser generoso com os recursos tem seus riscos e toda conta precisa ser paga um dia. O que o homem planta, isso também ele colhe; acreditar no contrário é zombar do próprio Deus.

Depois dele veio uma capitã chamada Dilma Rousseff. Uma mulher ferrenha, convicta de seus ideais. Creio eu que era uma pessoa boa, tanto que não gostava de lidar com a tripulação, composta de raposas e velhos marujos interesseiros. Só que ela não sabia guiar o barco; todo mundo estava ciente disso, inclusive seus apoiadores, mas estes parecem achar que boas intenções e convicção são o bastante para pilotar. E veja bem, eu acredito nas boas intenções dela, tanto que votei nela para capitã em 2010 — mas eu era jovem e ingênuo.

A capitã foi irresponsável e, por sua incompetência, acabou destituída do posto de capitã pela tripulação; seus apoiadores reclamaram, aos gritos de "Não Vai Ter Motim" e "Troca de Capitão sem Crime é Motim", apesar de a destituição ter seguido o todo o protocolo e ter demorado uma eternidade. Parece que eles acreditavam que, se a capitã Dilma Rousseff voltasse e distribuísse os agora escassos recursos do navio, todo mundo ficaria feliz, a algazarra iria acabar e ela poderia pilotar em paz. Porém, o problema iria permanecer: a capitã continuaria sendo péssima no governo do barco e os recursos iriam acabar muito antes de se chegar ao destino.

Assumiu o vice-capitão, Michel Temer. Também ele era um velho lobo do mar, acostumado a lidar com a tripulação e com pilotar barcos. Ele não era muito popular. Alguns dizem que ele tem pacto com o Diabo. Eu espero que não, mas se for o caso, pelo menos a experiência dele com o chifrudo o torna mais capaz de lidar com os parlamentares, que são a coisa mais próxima do Diabo neste mundo.

Com recursos escassos, o agora capitão oficial Temer teria de manejá-los com austeridade, o que desagrada a maioria dos passageiros. Alguns outros dizem que os recursos estão sendo negociados com os capitães de outros barcos, com interesses escusos. De fato não importa: este navio estava desgovernado e os recursos dele sempre foram negociados, por todos os capitães; é assim que funciona a vida no mar.

Eu discordo da maioria dos apoiadores de Dilma Rousseff, mas não quero fazer pouco nem da tristeza nem das boas intenções de ninguém. No entanto o impeachment foi legítimo e, ainda que não fosse, melhor ter golpistas vivos do que revolucionários mortos. Dilma, em seu desgoverno, estava guiando o Brasil em direção a um imenso iceberg; se ela voltasse, as coisas iriam ser bem piores do que estavam antes de sua queda interina. Só não vê quem não quer.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O Choro é Livre

Dilma Rousseff chorou. Janaína Paschoal chorou. José Eduardo Cardozo chorou.

Não acredito no choro do Cardozo, mas acredito na sinceridade do choro da Janaína. Fico pensando se é parcialidade minha.

No choro da Dilma eu creio. Ela é incompetente e irresponsável, mas que ninguém diga que é fingida — talvez por isso seja péssima política.

Aconteça o que acontecer, a única coisa que parece certa é que o choro é livre.




quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Vilavelhando

Olá. Este sou eu, postando fotos da minha terrinha. A cidade onde eu humildemente resido é a ilustre Vila Velha, no igualmente ilustre estado do Espírito Santo.



Terceira Ponte vista do Morro do Moreno




C'est moi! (Et les ignobles)


Pedra do Sapo. Ou só eu que acho que aquilo parece um sapo?.


(Les ignobles)


Barraquinha na Praia da Costa